Em síntese
O DIALux evo calcula iluminância e luminância para os dados selecionados. A DIAL descreve o pavimento seco como configuração inicial da ferramenta rodoviária, mas permite alterar material e outros parâmetros. O resultado corresponde à geometria, fotometria, reflexão e fator de manutenção documentados. DIALux evo
Pressupostos do cálculo
EN 13201-3 define os métodos de cálculo da luminância e da iluminância na iluminação rodoviária. DIALux evo e Relux implementam esses métodos. Conhecer os pressupostos documentados é essencial para interpretar os resultados.
Quatro simplificações relevantes no cálculo rodoviário convencional:
| Pressuposto | Consequência prática |
|---|---|
| Fonte pontual | A fotometria é representada a partir de um ponto de referência no âmbito do modelo; altura de montagem e distribuição são dados essenciais. |
| Pavimento selecionado | Selecione os dados de reflexão para o cenário; chuva, sujidade e envelhecimento não são acrescentados automaticamente. |
| Observador definido | As posições prescritas do observador dão resultados de luminância comparáveis, não uma simulação do movimento de cada utilizador. O cálculo das classes M usa olhos a 1,5 m de altura e 60 m até ao campo de cálculo; a via de trânsito e a grandeza determinam as posições avaliadas. |
| Âmbito do cálculo rodoviário | Um campo rodoviário normalizado não é um modelo completo de fachadas, veículos e reflexões secundárias. É um limite do cenário, não de todas as funções do DIALux. |
São simplificações que tornam o cálculo repetível e comparável. O problema surge quando os resultados são apresentados sem explicitar que as condições reais podem ser diferentes.
A água altera a reflexão do pavimento
Mesmo o asfalto seco tem reflexão difusa e direcional. As tabelas R descrevem a variação com as direções de incidência e observação; não representam uma folha de papel mate que difunde uniformemente.
Uma película de água pode acentuar a reflexão especular. Em vez de distribuir a luz de forma semelhante à superfície seca, o pavimento pode produzir faixas luminosas e zonas escuras:
- A luz concentra-se em faixas, com luminância elevada em certas direções e zonas escuras entre elas.
- A uniformidade pode piorar; a alteração depende da geometria e dos dados de reflexão do piso molhado.
- O contraste do objeto pode mudar com a distribuição de luminância do fundo.
- Reflexos intensos podem criar dificuldades visuais adicionais. Não devem ser descritos como um TI percecionado separado; fTI é uma grandeza de cálculo definida.
Tabelas R: utilização e limites
R1–R4 são referências normalizadas para pavimentos secos. Q₀ é o coeficiente médio de luminância (sr⁻¹), e S₁ é um fator adimensional de especularidade; S₁ não é uma relação simples entre energia especular e difusa total. A classe e a normalização devem basear-se em dados documentados ou prescritos. Aspeto, cor e textura não bastam para classificar com segurança. CIE 2019
A análise de pavimento molhado exige dados de reflexão adequados e um método que os suporte. Escolher a classe seca R3 ou R4 não modela água na via. Documente a versão do programa, a tabela e o requisito aplicável; distinga Uo,w e requisitos nacionais dos resultados para piso seco. CIE 066-1984
CIE TC 4-50 — Q₀, S₁, r.
Condições que exigem análise adicional
Um cenário de cálculo precisa de casos complementares para avaliar outras condições:
- Neve e gelo. Alteram fortemente a reflexão, dependendo da espessura, da textura e do estado da superfície.
- Sujidade e envelhecimento do pavimento. O asfalto muda ao longo do tempo. Uma tabela fixa não representa automaticamente essas alterações.
- Documente o fator de manutenção para o período escolhido, depreciação do fluxo, sujidade, limpeza e estratégia de substituição. ISO/CIE TS 22012:2019 fornece um método de trabalho. Não existe LMF ou MF genérico para todo o litoral, e um fator escalar não reproduz todas as alterações da distribuição luminosa. ISO/CIE TS 22012:2019
- As posições prescritas do observador dão resultados de luminância comparáveis, não uma simulação do movimento de cada utilizador. O cálculo das classes M usa olhos a 1,5 m de altura e 60 m até ao campo de cálculo; a via de trânsito e a grandeza determinam as posições avaliadas.
- Compare valores fotópicos de luminância e lux com os requisitos correspondentes. A análise mesópica pode complementar tarefas específicas e exige espectro e adaptação; não demonstra que o cálculo fotópico subavalia genericamente uma luminária.
Iluminância e luminância são grandezas diferentes
Lux é fluxo luminoso por área (lm/m²), com ponderação fotópica. Luminância (cd/m²) descreve luz numa direção de observação. No pavimento, a relação depende dos ângulos de incidência e dos dados de reflexão; lux não é energia por área.
A classe M exige todos os critérios aplicáveis, incluindo luminância média, uniformidade e encandeamento. A mesma iluminância média não garante a mesma luminância nem o cumprimento da classe.
Por isso, comparar potência e lux sem dados fotométricos e sem caracterizar o pavimento é insuficiente. A eficácia luminosa, em lm/W, descreve a conversão em fluxo luminoso, não o resultado visual completo da instalação.
Implicações para a aquisição
A comparação exige a mesma geometria, dados de reflexão, posições de observação, método de manutenção e requisitos aplicáveis. Use o ficheiro fotométrico e os dados de manutenção documentados de cada luminária. R2 é um cenário possível, não uma garantia de dados comparáveis.
Mas um cálculo para pavimento seco não responde, por si só, à pergunta: «Qual será o desempenho de cada solução com o pavimento molhado?»
Complete o cálculo com os dados fotométricos, a caracterização do pavimento e, quando o projeto o justificar, uma análise específica em condições molhadas. Os limites devem ficar explícitos.
O papel da ótica no pavimento molhado
A ótica afeta a distribuição luminosa, mas um feixe amplo ou a designação ME não demonstra, por si só, melhor desempenho em piso molhado. Compare a fotometria com a mesma geometria e dados de reflexão adequados e verifique o requisito de uniformidade.
Mais fluxo luminoso não melhora automaticamente a uniformidade da luminância. Avalie em conjunto ótica, implantação e reflexão do pavimento. guia técnico de ótica.
Como melhorar a base de decisão
O cálculo normalizado é um ponto de partida. Para o tornar mais representativo:
- R1–R4 são referências normalizadas para pavimentos secos. Q₀ é o coeficiente médio de luminância (sr⁻¹), e S₁ é um fator adimensional de especularidade; S₁ não é uma relação simples entre energia especular e difusa total. A classe e a normalização devem basear-se em dados documentados ou prescritos. Aspeto, cor e textura não bastam para classificar com segurança.
- Documente o fator de manutenção para o período escolhido, depreciação do fluxo, sujidade, limpeza e estratégia de substituição. ISO/CIE TS 22012:2019 fornece um método de trabalho. Não existe LMF ou MF genérico para todo o litoral, e um fator escalar não reproduz todas as alterações da distribuição luminosa.
- Peça os dados fotométricos. A distribuição luminosa, o ficheiro IES e os resultados de luminância são mais informativos do que a iluminância média isolada.
- Especifique cenários secos e molhados quando exigidos pelo projeto. Cumprir o cenário seco não demonstra conformidade no molhado.
Os limites do modelo também contam
A fotometria normalizada não descreve todos os aspetos da visão noturna
Compare valores fotópicos de luminância e lux com os requisitos correspondentes. A análise mesópica pode complementar tarefas específicas e exige espectro e adaptação; não demonstra que o cálculo fotópico subavalia genericamente uma luminária.
Qualidade da luz e perceção · 01
Fotometria mesópica: como vemos à noite
Relação S/P, efeito de Purkinje e limites dos valores em lux.
Perguntas frequentes
É possível calcular o desempenho em pavimento molhado?
A análise de pavimento molhado exige dados de reflexão adequados e um método que os suporte. Escolher a classe seca R3 ou R4 não modela água na via. Documente a versão do programa, a tabela e o requisito aplicável; distinga Uo,w e requisitos nacionais dos resultados para piso seco. DIALux evo
Que tabela de reflexão deve usar-se?
R1–R4 são referências normalizadas para pavimentos secos. Q₀ é o coeficiente médio de luminância (sr⁻¹), e S₁ é um fator adimensional de especularidade; S₁ não é uma relação simples entre energia especular e difusa total. A classe e a normalização devem basear-se em dados documentados ou prescritos. Aspeto, cor e textura não bastam para classificar com segurança.
Os resultados devem apresentar o fator de manutenção?
Documente o fator de manutenção para o período escolhido, depreciação do fluxo, sujidade, limpeza e estratégia de substituição. ISO/CIE TS 22012:2019 fornece um método de trabalho. Não existe LMF ou MF genérico para todo o litoral, e um fator escalar não reproduz todas as alterações da distribuição luminosa. ISO/CIE TS 22012:2019
Porque pode a instalação parecer diferente do cálculo?
O DIALux evo calcula iluminância e luminância para os dados selecionados. A DIAL descreve o pavimento seco como configuração inicial da ferramenta rodoviária, mas permite alterar material e outros parâmetros. O resultado corresponde à geometria, fotometria, reflexão e fator de manutenção documentados.
VALDUR: dados para avaliar o projeto
Fornecemos ficheiros IES, características das óticas e documentação da VALDUR. Os cálculos habituais usam R2; a pedido, podemos avaliar outras tabelas de reflexão e documentar o fator de manutenção para as condições e intervalos de manutenção do projeto.
Síntese
O DIALux evo calcula iluminância e luminância para os dados selecionados. A DIAL descreve o pavimento seco como configuração inicial da ferramenta rodoviária, mas permite alterar material e outros parâmetros. O resultado corresponde à geometria, fotometria, reflexão e fator de manutenção documentados.
A análise de pavimento molhado exige dados de reflexão adequados e um método que os suporte. Escolher a classe seca R3 ou R4 não modela água na via. Documente a versão do programa, a tabela e o requisito aplicável; distinga Uo,w e requisitos nacionais dos resultados para piso seco.
A qualidade do projeto melhora quando o cálculo é acompanhado por dados de reflexão adequados, um fator de manutenção fundamentado, ficheiros fotométricos e uma descrição clara dos limites do cenário.
Fontes
- DIAL — Street Lighting with DIALux evo
- CIE 066-1984 — Road surfaces and lighting (joint technical report CIE/PIARC)
- CIE — TC 4-50 collection call for r-tables data
- Saint-Jacques et al., CIE 2019 — Evaluation of the performance of a road surface gonioreflectometer
- ISO/CIE TS 22012:2019 — Light and lighting — Maintenance factor determination — Way of working
- Trafikverket — Vägbelysningshandbok 2024